Glitch comprometedor encontrado em Super Mario Maker pode ter causado "manutenção de emergência"

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A manutenção de emergência realizada nos servidores de Super Mario Maker (Wii U), que inicialmente deveria durar quase quarenta horas e se encerrar na madrugada desta sexta-feira acabou bem antes do esperado, como anunciou a Nintendo durante a manhã de hoje. Segundo a companhia, esta manutenção serviu para corrigir glitches encontrados no modo Create. De fato, logo após o encerramento da mesma, uma atualização de software foi liberada para o game, trazendo consigo um patch para eliminar estes glitches.

Porém, uma reportagem publicada hoje no site Kotaku aponta que estes glitches eram bem mais comprometedores do que se imaginava. Segundo o site, um jogador chamado Joseph descobriu recentemente um vídeo onde outro usuário de Super Mario Maker afirmava que seu estágio tinha sido hackeado, pois alguém conseguiu um recorde de tempo inferior a três segundos nele, a despeito do estágio ser do tipo puzzle, com enigmas que precisam ser resolvidos para se chegar ao fim.

Joseph descobriu então que o "hacker" conseguiu de alguma forma colocar itens no estágio que não estavam em sua versão original, deixando-o mais fácil de ser concluído. Embora seja possível baixar qualquer estágio criado por outra pessoa em Super Mario Maker para qualquer cópia do jogo e editá-lo, não é permitido subir de volta este estágio alterado aos servidores. Como o "hacker" conseguiu então enganar o sofisticado sistema de compartilhamento de estágios do game?


Aí entra outra inquietante descoberta de Joseph. O modo Create de Super Mario Maker possuía um traiçoeiro glitch que permitia modificar um estágio criado por outra pessoa e ainda assim mantê-lo nos servidores do game, como se nenhuma modificação houvesse sido feita. Isso podia ser feito usando alguns itens de edição de maneira específica, como o Track (trilho) e a Firebar (bastão de fogo), e depois desfazendo suas ações ao clicar no ícone do "cachorro". Veja uma demonstração do glitch sendo executado no vídeo abaixo.

Link Direto

Percebendo a gravidade deste problema, que poderia afetar todo o cenário competitivo online de Super Mario Maker, Joseph entrou em contato com Matt “Jaku” Jakubowski, um jogador que costuma realizar streamings do game pelo Twitch, e que segundo Joseph tem uma boa reputação e também boas conexões que lhe seriam úteis para ajudar a alertar a Nintendo sobre o que estava acontecendo de uma forma "silenciosa".

Jakubowski entrou então em contato com a Nintendo de uma maneira bem criativa: enviando um vídeo de demonstração do glitch (que ele havia gravado e publicado no YouTube de forma privada) para os funcionários da divisão de localização Treehouse, da Nintendo of America através da rede social LinkedIn. Um destes funcionários, o gerente de localização Nate Bihldorff, respondeu à mensagem dizendo que a Nintendo já tinha "algo similar em seu radar", ou seja, aparentemente eles já estavam a par do problema.


No entanto, a manutenção de emergência realizada esta semana em Super Mario Maker acabou se encaixando de uma forma bem conveniente nesta história, já que o patch de atualização liberado para o game logo após o seu encerramento finalmente eliminou este nocivo glitch. Como uma forma bem estranha de agradecimento, a Nintendo resolveu pedir que o YouTube retirasse o vídeo de Jabukowski do ar (que, vale notar, não é o mesmo vídeo incorporado nesta matéria), pedido que já foi devidamente atendido; e o jogador justificadamente ficou um tanto ressentido com a atitude da Nintendo, classificando-a como "rude".


Apesar das coincidências, talvez nunca realmente saibamos se Joseph e Jakukowski realmente foram os "heróis" nesta inusitada e obscura batalha contra um dos glitchs mais traiçoeiros dos últimos tempos, mas sem dúvida a comunidade de jogadores honestos de Super Mario Maker já pode respirar aliviada, sabendo que a competição pelos melhores tempos nos estágios do modo Create está livre das trapaças executadas por malvados hackers oportunistas. Ou não.

Via Kotaku
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