Rapper Soulja Boy entra para o ramo de consoles de emulação, mas desiste por risco de ação judicial da Nintendo

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Parece que ter alcançado o topo da Billboard Hot 100 em 2007 com o single "Crank That" não foi reconhecimento o suficiente para o rapper e dançarino natural de Chicago Soulja Boy, que, em sua loja virtual SouljaWatch, decidiu comercializar sua própria marca de consoles de video game.

O projeto surgiu no início de dezembro e atraiu a atenção de usuários mais íntimos da indústria de entretenimento interativo, que logo apontaram que seus consoles, SouljaGame Console e SouljaGame Handheld, eram muito parecidos com versões piratas da fabricante chinesa Anbernic. O pior de tudo é que os video games vendidos pelo rapper, apesar dos preços salgados, não passavam de emuladores que reproduziriam ROMs pré-embutidas de jogos originais de marcas muito conhecidas no mercado.

Como era de se esperar tratando-se de propriedades intelectuais da Nintendo, não havia permissão oficial para o comércio destes consoles paralelos e, em menos de um mês, teve de desistir de sua carreira como fabricante de games após ter sido contatado pela Nintendo e alertado sobre a violação da lei de falsificação de marcas registradas dos Estados Unidos de 1984 (Trademark Counterfeiting Act). Por conta de um tweet recente de Soulja Boy em que clama que o "mandaram" desistir do projeto e que não teve escolha, pode-se assumir que uma ação judicial estaria potencialmente a caminho.

No entanto, se você é fã do artista, ainda há chances de decisões corretas serem tomadas com a formação de sua equipe de esportes eletrônicos (esports), à qual associa a promessa de grandes projetos, ainda não revelados, para 2019.

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