Shigeru Miyamoto revela que Mario Maker começou como um programa interno para desenvolvedores

sábado, 14 de junho de 2014

Mario Maker foi um dos maiores destaques do estande da Nintendo na E3 2014, principalmente por permitir que os visitantes pudessem criar seus próprio estágios 2D do Mario de forma rápida, simples e acessível. Previsto para chegar ao Wii U durante o primeiro semestre de 2015, este promissor editor de níveis do Mario começou na verdade como um programa para treinamento de desenvolvedores, facilitando e agilizando o processo de criação das fases. É isso que revelou o mestre Shigeru Miyamoto em entrevista à revista Entertainment Weekly, onde o criador de Mario confessou também ter uma espécie de afinidade com editores de estágios.

Minha abordagem sempre foi menos "Eu vou criar algo, e eu quero que eles joguem de um jeito específico." Eu estou sempre tentando desenhar games de um modo que o jogador pense no que é possível fazer, e jogue os games da sua própria maneira. Então eu sempre tive uma espécie de afinidade por editores de estágios, para que os jogadores tenham um elemento de customização, desde a época de Excitebike no NES, que foi o primeiro game no qual disponibilizamos um editor de estágios.

O que é interessante a respeito de Mario Maker é que ele começou como um conjunto de ferramentas para nossas equipes de desenvolvimento criarem seus próprios níveis. Na época de Super Mario Bros. 3 (NES), criávamos as fases desenhando elas no papel. Era bastante trabalhoso [risos]. Desde então, como parte do desenvolvimento de games, o que sempre fazemos é projetar ferramentas que nos permitam criar estágios dentro de um programa.

Para os fãs do mascote bigodudo da Nintendo, o anúncio de Mario Maker sem dúvida é algo extremamente animador, e não deve faltar inspiração e boas ideias na hora de criar seus próprios estágios. Enquanto isso não acontece, não deixa de ser uma boa forma de treinamento desenhar seus projetos em pedaços de papel, como o próprio Shigeru Miyamoto fazia na época do NES, você não acha, leitor(a)?

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