
Então você adivinhou hein, espertinho? Pois fique sabendo que ganhará mais que um tabuleiro de lasanha, pois está no ar o sétimo Amor e Ódio no Reino do Cogumelo!
Paper Mario foi lançado para o Nintendo 64 em 2001, e é originalmente uma sequência ao jogo
Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars de SNES. Teve suas sequências para GameCube e Wii, sendo elas
Paper Mario: The Thousand Year Door e
Super Paper Mario, respectivamente. Desde o ano passado todos sabemos que há mais um jogo da série em desenvolvimento para o portátil Nintendo 3DS que adiciona novidades, mas mantém o mesmo estilo RPG da série que criou uma legião de fãs.
Amor: O visualNunca antes vimos tal estilo gráfico em qualquer jogo do Mario. Tudo, digo, absolutamente TUDO é feito de papel! O mundo, os Toads... os itens! Esse design gera uma grande leva de novas possibilidades para se trabalhar no desenrolar do jogo, e vemos que Miyamoto aproveitou bastante a ideia, como sempre, tanto que continuou a produzir sequências para a série. O mais incrível pra mim é ver como as casas se desdobram ao Mario entrar nelas. A sensação é quase a mesma de se jogar
Kirby’s Epic Yarn, mas com um quê todo especial que só Mario poderia nos proporcionar.
Ódio: HistóriaSimplória, a história deixa um pouco a desejar. É a mesma ladainha de
Super Mario RPG: deve-se salvar os 7 espíritos estelares para derrotar – como se já não fosse clichê o suficiente – Bowser, e salvar Peach. Pelo menos em
Super Mario RPG tínhamos um novo vilão, sem contar que foi o primeiro jogo do bigodudo a ter Bowser “jogável”.
Amor: ParceirosDesta vez, Mario não está sozinho. E não, Luigi não irá acompanhá-lo. Agora Mario faz novos amigos, dentre eles um goomba que é seu fã chamado Goombario e uma cheep-cheep que pode viver... fora d’água? Isso mesmo, e o nome dela é Sushie. Cada parceiro tem sua habilidade, seja dentro ou fora das batalhas, e cada um é essencial para o progresso na aventura e para coletar todos os itens escondidos no cenário, o que faz com que voltemos mais tarde aos lugares já visitados para adquiri-los e deixa a aventura bem mais ampla e aberta.
Ódio: Luigi não-jogávelÉ amigos, não foi desta vez que nosso bigodudo verde conseguiu espaço na aventura. A não ser por uma breve cutscene no início do jogo onde ele anda com Mario, Luigi não apareceu como um personagem jogável em
Paper Mario. Luigi só recebeu devida atenção no
Wii anos depois, no terceiro game da série (
Super Paper Mario) – e só se juntou à turma de Mario no capítulo 7, o penúltimo do jogo. É triste ver que um personagem tão querido é deixado no canto empoeirado na maioria das vezes. Bem,
Luigi’s Mansion 2 vem aí né...
Amor: A princesa guerreiraNão, não é Xena. Estou falando de Peach, que, durante os intervalos de um capítulo e outro de
Paper Mario se tornava jogável, juntamente com o star kid Twink – que me lembra muito uma fada de outro jogo, mas não chegava a ser tão irritante –, que a ajudava a explorar o castelo de Bowser em busca de pistas de onde estejam aprisionados os espíritos estelares para que Mario pudesse encontrá-los. Controlar a princesa não chega a ser como controlar Mario. Não temos as batalhas, mas sim um modo diferente de jogo que lembra
Metal Gear Solid, onde a princesa não pode ser vista por nenhum guarda koopa durante as rondas, o que é realmente empolgante. No último intervalo inclusive (entre os capítulos 6 e 7), Peach ganha o Sneaky Parasol, um guarda chuva que ela pode usar para se camuflar, mudando sua forma para parecer com qualquer outro personagem à vista no castelo.
Ódio: Flower FieldsUm portal no meio de um jardim florido que te leva a um mundo totalmente diferente. Só pode dar em FAIL. Não que Flower Fields seja um lugar ruim, mas com toda certeza é o pior do jogo. O lugar conta com extensos campos floridos – não diga! – e missões obrigatórias para seguir que te farão ir da esquerda pra direita até enjoar – isso sem falar nas irritantes “Bzzap!”. E quando você pensa que tudo acabou e que o mundo foi salvo ainda precisa “escalar” um pé-de-feijão (na verdade ele é um elevador) e derrotar Huff’n’Puff, uma grande nuvem de poeira responsável por poluir Flower Fields.
Amor: Missões alternativasPaper Mario é um jogo extremamente aberto, cheio de missões alternativas. Não é preciso completar todas, mas jogos assim sempre são cativantes e nos fazem perder tempo coletando cada item escondido nos cantos mais escuros. Você pode enfrentar lutadores num Dojo em Toad Town, o que lembra o Dojo de Monstro Town de
Super Mario RPG, ou comprar cada badge oferecida na loja de Rowf e Rhuff. Ainda há a possibilidade de criar porcos – chamados no jogo de Lil’ Oinks -, participar de um quiz ou até mesmo cozinhar itens, criando outros ainda melhores... ou não. Enfim, são inúmeras possibilidades, e os desenvolvedores aproveitaram bem cada uma no jogo.
Ódio: Badge Points (BP)Tá certo que não podemos usar todas as badges do jogo ao mesmo tempo, mas mesmo que tenhamos muitas delas, se não tivermos Badge Points suficientes estamos impossibilitados de usá-las. Os BP limitam muito o uso das badges, então tem de se escolher estrategicamente algumas de sua coleção. Mas sabe o que é pior? Só se ganham Badge Points quando se passa de nível, e isso se você escolher a opção BP, porque há três: HP (Heart Points), FP (Flower Points) e BP, e escolher a errada muitas vezes nos traz problemas mais à frente. Ainda bem que existem as badges de HP Plus...
Amor: Os Koopa Bros.Novos personagens sempre nos contagiam, sejam eles heróis ou vilões. Sabendo disso, Miyamoto e sua equipe nos presentearam com uma enorme leva de novos personagens em Paper Mario: Tubba Blubba e os Clubbas, Moustafa, Lakilester, Tutankoopa, dentre outros. Mas uns que se destacam são os primeiros chefes do jogo, mais precisamente do capítulo 1: os Koopa Bros., criados com referência – proposital ou não – às Tartarugas Ninja. Os irmãos tem sua própria fortaleza, a qual Mario deve adentrar e resgatar Eldstar, o primeiro espírito estelar. Mesmo sendo pouco fortes, os Koopa Bros. tem suas artimanhas, como o super ataque giratório e o grande Bowser Robô, sem falar nas cutscenes hilárias nas quais os personagens estão presentes. Os espertinhos ainda retornam no último capítulo, no castelo de Bowser, para enfrentar mais uma vez os heróis – isso se não fosse pelo pestinha do Jr. Troopa, que sempre aparece para estragar a festa. Sim, os Koopa Bros. marcaram nossas vidas assim como os Shy Guys o fizeram. Esperamos vê-los novamente em algum jogo do bigodudo. E falando em Shy Guys...
Ódio: Anti Guys... eu me lembro de um tipinho bem chatinho. Os Anti Guys conseguiam superar Tubba Blubba em matéria de força e marrentice, mesmo sendo Tubba meu grandalhão favorito. Eles podem ser pequenos, mas tem a força de um mamute... triplicada. Aparecem pela primeira vez em Shy Guy’s Toy Box onde um deles guarda um baú com uma Power Plus, e Mario deve enfrentá-lo para conseguir a badge. Se enfrentá-lo não dá certo, suborná-lo com um Lemon Candy é a solução – sempre há um ponto fraco, nem que seja o paladar. Como se não bastasse enfrentar uma dessas pestes por vez, no castelo de Bowser há três deles para serem aniquilados de uma vez só, mas... é mais fácil eles te aniquilarem primeiro... depois de te dilacerarem. Enfim: são os carinhas terríveis e briguentos. Afastem-se deles porque senão é chumbo grosso! – a menos que se tenha um docinho na manga, ou o status mais bombado do universo do cogumelo!
Chega ao final mais um empolgante capítulo de Amor e Ódio! Querem mesmo saber qual o próximo jogo escolhido para a coluna? Ele foi citado diversas vezes no texto. Quem adivinhar ganha 1-UPs! Até a próxima marujos, que as estrelas brilhem em vocês!