| Imagem: Reprodução/Nintendo/Universal Pictures |
O tema da inteligência artificial generativa chegou à reunião de acionistas da Nintendo desta semana, e o presidente da empresa, Shuntaro Furukawa, foi questionado diretamente sobre o assunto. As declarações, traduzidas automaticamente e publicadas pelo site GoNintendo como um trecho da resposta completa de Furukawa — com a ressalva de que a tradução integral ainda não estava disponível no momento da publicação —, revelam uma postura cautelosa e atenta por parte da empresa diante de uma tecnologia que se expande rapidamente pela indústria de games e além.
Furukawa abordou o tema sob três ângulos distintos. Em primeiro lugar, destacou que novas regras e regulamentações em torno da inteligência artificial generativa surgem a cada dia, e que a Nintendo acompanha de perto o cenário jurídico para garantir que a empresa esteja sempre em conformidade com o que a lei determina. Em segundo lugar, reconheceu que a Nintendo já utilizou no passado sistemas com funcionamento similar ao da IA — como programas que auxiliam no roteamento de movimentos de personagens inimigos —, mas sinalizou que a inteligência artificial generativa apresenta desafios consideráveis, citando o consumo de energia como um dos problemas mais evidentes. Por fim, Furukawa confirmou que a Nintendo tem conhecimento de programas de inteligência artificial generativa treinados com conteúdo da empresa — e que permitem aos usuários gerar imagens de Mario, Link e outros personagens —, afirmando que a Nintendo avalia adequadamente essas situações para verificar se houve violação de suas propriedades intelectuais.
Vale destacar que a resposta de Furukawa disponível até o momento é apenas um trecho de sua fala completa, e que não há indicação, nas declarações divulgadas, de que a Nintendo pretenda utilizar inteligência artificial generativa no desenvolvimento de jogos futuros — algo que, segundo as informações disponíveis, a empresa não faz no momento.
A Nintendo é uma das empresas com o portfólio de propriedades intelectuais mais valioso da indústria de entretenimento global, com franquias como Super Mario, Donkey Kong, The Legend of Zelda e Pokémon entre as mais reconhecidas do mundo — e historicamente conhecida pela defesa rigorosa de seus direitos de propriedade intelectual.
E você, querido(a) leitor(a)? Concorda com a postura cautelosa da Nintendo diante da inteligência artificial generativa, e acredita que a empresa deveria ou não incorporar essa tecnologia em seus jogos no futuro? Comente na seção abaixo ou nas redes sociais do Reino do Cogumelo!
Via GoNintendo