| Imagem: Reprodução/Nintendo/Universal Pictures |
Desde o anúncio formal de Super Mario Galaxy: O Filme, muitos fãs se questionaram por que a Nintendo e a Illumination decidiram saltar diretamente para as aventuras espaciais do Wii ao invés de explorar um pouco mais as paragens do Reino Cogumelo, caso em que poderiam homenagear jogos emblemáticos como Super Mario Bros. 3, Super Mario World ou Super Mario 64. Em entrevista recente ao Polygon, Shigeru Miyamoto e o CEO da Illumination, Chris Meledandri, esclareceram que a intenção nunca foi criar apenas uma "sequência" comum, mas sim o "próximo passo" na evolução desse universo nas telonas.
Para Miyamoto, a ideia surgiu da necessidade de expandir os horizontes apresentados no primeiro longa de 2023. Segundo ele:
Em minha discussão com Chris-san após o primeiro filme, quando começamos a conversar, nunca o enquadramos como uma sequência, mas sim como o próximo filme. Isso me deixou uma impressão. Dentro da nossa discussão, vindo do lado da Illumination, a ideia de [Super Mario] Galaxy surgiu como uma possibilidade. Enquanto eu pensava sobre isso, percebi que poderia funcionar, porque o primeiro filme foi realmente sobre aventuras no Reino Cogumelo e a próxima evolução seria expandir o mundo, ir para a galáxia, e isso tinha muito potencial... quando estávamos fazendo o primeiro filme, discutimos e pensamos: 'certo, não vamos tentar recriar o jogo. Isso não seria divertido'. Mas então, conforme trabalhávamos no filme, percebemos que há partes que realmente se alinham com o próprio jogo. Da mesma forma, ao trabalharmos neste segundo filme, não queríamos enquadrá-lo como uma sequência. E, no entanto, enquanto trabalhávamos nele, houve elementos que pensamos que poderiam ser baseados no primeiro filme, e houve momentos em que eles eram uma sequência, e tudo meio que se encaixou.
Chris Meledandri complementou essa visão, destacando que, embora títulos como Super Mario World ou Super Mario Odyssey estivessem sobre a mesa, a atmosfera única de Super Mario Galaxy oferecia algo mais profundo e cinematográfico, especialmente no que diz respeito à trilha sonora e à introdução de novos personagens centrais.
Quando começamos a falar sobre a ideia, iniciamos nosso processo de colaboração, onde discutimos diferentes possibilidades. Alguém poderia supor que teríamos ido apenas para Super Mario World ou [Super Mario] Odyssey, e conversamos sobre todas essas possibilidades. Mas quando começamos a falar sobre [Super Mario] Galaxy, havia qualidades nele que foram imediatamente empolgantes para nós; as possibilidades cinematográficas, bem como alguns dos aspectos mais dramáticos; apenas todo o sentimento de drama associado à Rosalina como personagem e como isso é refletido na música de [Super Mario] Galaxy. Esse sentimento foi algo que pensamos que poderia realmente informar uma nova história.
Super Mario Galaxy: O Filme é a sequência direta do sucesso de 2023, fruto da colaboração contínua entre a Nintendo e a Illumination. Com direção de Aaron Horvath e Michael Jelenic, o longa introduz elementos de gravidade e exploração espacial. O elenco de vozes originais traz o retorno de Chris Pratt (Mario), Charlie Day (Luigi), Anya Taylor-Joy (Peach) e Jack Black (Bowser), contando com a estreia de Benny Safdie como Bowser Jr. e Brie Larson como a protetora estelar, Rosalina. O filme está atualmente em cartaz nos cinemas do mundo todo.
E você, querido(a) leitor(a)? Acha que a escolha por Super Mario Galaxy foi acertada? Se já assistiu ao filme, como você vê essa temática refletida na obra final? Comente na seção abaixo ou nas redes sociais do Reino do Cogumelo!
Via Polygon