quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Shigeru Miyamoto fala sobre a impressionante e inspiradora dedicação de Satoru Iwata à Nintendo

Admiração é um sentimento que sempre vem à tona de maneira latente quando falamos do genial programador Satoru Iwata. Estamos falando do homem que presidiu a Nintendo de 2002 a 2015, um período de dramáticas transformações tecnológicas e de feroz competitividade na indústria dos games. Falecido em julho do ano passado devido à complicações de saúde, Iwata comandou a Nintendo de uma forma jovial, cativante, repleta de entusiasmo, otimismo e vontade de divertir e surpreender jogadores, e os pontos altos de sua gestão, é claro, aconteceram com os lançamentos dos revolucionários consoles Nintendo DS e Wii, em 2004 e 2006, respectivamente.

Com uma personalidade tão incomum ao chefe de uma empresa tão grande, importante e respeitável como a Nintendo, não é de se espantar que Iwata tenha conquistado de forma verdadeira não apenas o respeito como o carinho de seus funcionários e funcionárias, e de colegas de trabalho em geral. Falando sobre o assunto durante uma entrevista recente, o designer Shigeru Miyamoto, criador de franquias icônicas como Mario e The Legend of Zelda, salientou um dos mais valiosos legados que esta memorável dedicação de Satoru Iwata deixou à Nintendo: a determinação de realizar o impossível. Leia a tocante declaração feita por Miyamoto logo abaixo.

Ele tinha essa habilidade única de reunir as pessoas ao redor de uma visão. E, de forma similar, colocá-las em uma estrutura na qual pudessem fazer desta visão uma realidade. Eu sempre me recordo da sua habilidade de pegar algo, dar forma a ele e então motivar as pessoas. Isso sempre me impressionou nele.

Ele era um tecnólogo - um programador originalmente. E, tipicamente, você vai a um programador e diz a ele o que você, como um designer, quer fazer. Eles então te dizem todas as razões pelas quais não podem fazer o que você quer. O Sr. Iwata era diferente. Ao invés disso, ele diria que ia descobrir como fazer aquilo funcionar. Ele era sempre positivo, sempre tentando fazer o impossível acontecer. Eu ainda hoje me lembro disso.

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