Criadores de Mario Kart 8 falam sobre o recurso anti-gravidade, e fazem curiosa revelação sobre Sunshine Airport

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Agora que a oitava edição da série Mario Kart acaba de chegar às lojas, é interessante notar como seus games foram evoluindo ao longo do tempo, tanto no quesito gráficos como na jogabilidade. Quando tudo começou, no início da década de 90, a ideia era oferecer um game de corrida que funcionasse como uma espécie de alternativa multiplayer para F-Zero, cuja experiência era basicamente focada em uma campanha solo. Para que a ideia pudesse ser levada adiante, foi necessário criar circuitos mais compactos, e alguém da equipe sugeriu que karts seriam veículos ideais para um game como esse. Vinte e dois anos depois, Mario Kart 8 surge com a proposta surpreendente de circuitos que desafiam a gravidade, um recurso difícil de se imaginar em um game onde não se controla naves flutuantes, como F-Zero. E o início do desenvolvimento teve mesmo vários percalços, já que logo no primeiro circuito que foi projetado, Mario Circuit, problemas começaram a surgir; leia abaixo o que o produtor Hideki Konno e o diretor Kosuke Yabuki disseram a respeito desse assunto em entrevista ao site IGN.

Hideki Konno: Eu tenho de dizer, foi algo que realmente nos exigiu muito esforço no início do desenvolvimento.

Kosuke Yabuki: Se você quer lançar um casco ou uma casca de banana, como vamos fazer isso enquanto contamos ao mesmo tempo com a gravidade e com a influência que ela exerce sobre os itens? Nós acabamos criando um método manual de controlar a gravidade, que é o que você vê no game agora.

Graças a este método manual mencionado por Yabuki, ao passar por áreas específicas dos circuitos, representadas por uma luz azul, as rodas anti-gravidade dos veículos são acionadas, permitindo que eles possam flutuar sobre a pista; ao passar por uma área de luz laranja, é possível então acessar trechos anti-gravitacionais, correndo pelas paredes ou mesmo pelo teto. É claro que tudo isso só foi possível graças ao poder tecnológico do Wii U, que deu liberdade à equipe de desenvolvimento para colocar em prática suas ideias. Yabuki disse também que surgiram muitas sugestões para novos circuitos, mas nem todas puderam ser aproveitadas, o que não impede que elas sejam utilizadas em um futuro game da série. O circuito Sunshine Airport, por exemplo, havia sido pensado para um título anterior da série Mario Kart, como revelou Yabuki durante a entrevista.

A tecnologia do Wii U finalmente nos permitiu explorar algumas destas ideias, como fazer um um enorme avião a jato voar sobre um aeroporto, ou mesmo criar um longo circuito que não possui voltas, como Mount Wario. É realmente graças à tecnologia que pudemos fazer essas coisas.

Manter a excelência de uma série tão adorada pelo público e pela crítica não é uma tarefa nada simples ou fácil. As cem milhões de cópias vendidas pelas suas sete edições em pouco mais de duas décadas comprovam que os games da série Mario Kart continuam em muito boas mãos, sempre correspondendo ou mesmo superando as expectativas dos jogadores. E certamente não será diferente com Mario Kart 8, onde pilotos veteranos e novatos encaram os desafios da anti-gravidade, elevando a diversão da série a uma nova e fascinante dimensão.

Via IGN
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