D.E.B.S. Alert

Ex-artista da Rare descarta série de TV “Donkey Kong Country” como parte da evolução visual do DK: "era horrível"

Imagem: Reprodução/Nintendo/Nelvana

Uma boa porção do design do Donkey Kong que conhecemos — com sua gravata vermelha e feições marcantes — nasceu pelas mãos de Kevin Bayliss na Rare, durante o desenvolvimento de Donkey Kong Country (1994). Recentemente, ao comentar um gráfico de evolução do personagem publicado pela conta Video Game History no X (antigo Twitter), o artista aproveitou para esclarecer pontos técnicos da época e dar sua opinião sincera sobre a série animada canadense que marcou os anos 90.

O artista compartilhou o gráfico, que categoriza erroneamente a versão do desenho animado como sendo de 1999 (ano em que a série chegou a alguns mercados, embora tenha estreado em 1996), e foi enfático ao separar a obra do "cânone" de design do gorilão:

A versão de 1994 que criei do DK não tinha pelos; não adicionamos isso por um tempo porque a tecnologia não existia. Além disso, eu não classificaria a versão da série de TV de 1999 como parte de sua evolução. Era mais uma versão 'spin-off'. E horrível!

O desenho Donkey Kong Country, embora tecnicamente datado, hoje em dia pode ser considerado como detentor de um status cult justamente por sua estética que, alguns diriam, não envelheceu muito bem. Mas trafegando pela própria sessão de comentários e percebendo o possível impacto de sua declaração, Bayliss retornou para suavizar o tom e mostrar que, no fundo, o carinho pelo gorila supera qualquer crítica estética:

Eu acho que todos eles são bons e eu estou, na verdade, brincando sobre a série de desenhos animados. Parece meio boba, mas qualquer DK é um bom DK!

Apesar da brincadeira, o comentário de Bayliss ressalta a diferença abismal entre os modelos de pré-renderização em estações de trabalho Silicon Graphics usados nos jogos e a tecnologia de animação televisiva daquela década. Para muitos, a identidade visual "pura" do personagem reside nos jogos — sem falar que, tratando-se de Super Mario e Donkey Kong, franquias nativas dos consoles de videogame, os jogos, e não os filmes ou quadrinhos, é que ditam o cânone principal —, mantendo a série de TV como uma curiosidade isolada na história da Nintendo.

E você, querido(a) leitor(a)? Concorda com o Kevin Bayliss e acha o DK do desenho esteticamente 'horrível' ou você faz parte do grupo que ainda acompanha e se diverte com o visual clássico da série animada através do canal do MaxwelThuThu? Conte nos comentários abaixo ou nas redes sociais do Reino do Cogumelo!
Eduardo Jardim

Natural de São Paulo (SP), Eduardo "Pengor" Jardim é um criador de conteúdo, ilustrador e imaginauta. Criou o Reino do Cogumelo em 2007 e desde então administra e atualiza seu conteúdo, conquistando dois prêmios Top Blog e passagens pela saudosa Nintendo World.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem