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Professor universitário analisa o sucesso dos filmes de Super Mario e aponta foco da Nintendo na satisfação do público

Imagem: Reprodução/Nintendo/Universal Pictures

A dicotomia entre a recepção da crítica especializada e o amor do público pelos filmes animados de Super Mario é um fenômeno que não passa despercebido. Enquanto Super Mario Bros.: O Filme (2023) e Super Mario Galaxy: O Filme (2026) acumulam bilhões de dólares em bilheteria e aprovação entusiasmada do público nas plataformas de avaliação, os críticos de cinema têm sido consistentemente céticos com ambas as produções. Para Hiroaki Ito, professor associado de Estudos de Cinema da Universidade de Kumamoto, no Japão, a explicação para esse contraste está nas próprias prioridades da Nintendo ao se aventurar pelo cinema.

Em textos publicados sobre os dois longas animados, Ito argumenta que a Nintendo aprendeu com o fracasso retumbante de Super Mario Bros., filme live-action de 1993 — que decepcionou crítica e público em igual medida — e adotou uma abordagem radicalmente diferente ao retornar ao cinema décadas depois. Segundo o professor, a empresa simplesmente não tem como objetivo principal conquistar o reconhecimento dos críticos: o foco está em outro lugar. A escolha estética de elementos como o estilo de arte em pixel art e a presença de publicidades de jogos antes das sessões revela um produto pensado para dialogar simultaneamente com adultos nostálgicos e com as novas gerações de crianças — um equilíbrio que a crítica tradicional tende a penalizar, mas que o público em geral abraça com entusiasmo.

Aprendendo com o fracasso de seu filme live-action do Mario em 1993, a Nintendo parece ter priorizado a satisfação do público acima de tudo desta vez. Desde os anúncios de jogos antes da sessão até o estilo de arte em pixel art no filme, o design tem a intenção de agradar tanto os adultos que jogaram Mario no passado quanto a geração atual de crianças. Em vez de buscar prêmios cinematográficos, o foco principal parece ser o de valorizar a marca como parte de sua estratégia de propriedade intelectual e trazer interesse de volta ao seu negócio principal de jogos e produtos relacionados.

A análise de Ito lança um olhar perspicaz sobre a estratégia da Nintendo no mercado cinematográfico — e os números parecem dar razão à empresa. Super Mario Bros.: O Filme arrecadou mais de US$ 1,4 bilhão nas bilheterias mundiais, e Super Mario Galaxy: O Filme está prestes a cruzar a marca de US$ 1 bilhão a qualquer momento, categorizando os dois longa-metragens entre as maiores adaptações cinematográficas de games de todos os tempos. Se o objetivo era, de fato, fortalecer a marca e reconectar o público ao universo dos jogos, a missão parece cumprida com louvor.

Super Mario Galaxy: O Filme é uma produção conjunta da Nintendo e da Illumination, lançada mundialmente em 1º de abril de 2026 e no Japão em 24 de abril de 2026. O longa acumula US$ 991 milhões em bilheteria global e está a menos de US$ 9 milhões de cruzar a marca histórica de US$ 1 bilhão. Para quem ainda não leu a nossa crítica completa do filme — à qual atribuímos a nota 7,5 —, é uma boa hora para conferir a análise do Reino do Cogumelo.

E você, querido(a) leitor(a)? Acha que essa estratégia de buscar a satisfação do público deve continuar no terceiro filme da franquia, previsto para 2029? Comente na seção abaixo ou nas redes sociais do Reino do Cogumelo!

Eduardo Jardim

Natural de São Paulo (SP), Eduardo "Pengor" Jardim é um criador de conteúdo, ilustrador e imaginauta. Criou o Reino do Cogumelo em 2007 e desde então administra e atualiza seu conteúdo, conquistando dois prêmios Top Blog e passagens pela saudosa Nintendo World.

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