Top 5: Motivos para gostar do filme Super Mario Bros. (1993)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Para a m√≠dia, a uni√£o das palavras "filme" e "Super Mario Bros." √© sin√īnimo de fiasco. Um fato consumado √© o de que a adapta√ß√£o cinematogr√°fica das aventuras dos Irm√£os Mario teve de encarar v√°rios tipos de empecilhos, desde evidentes deformidades na dire√ß√£o at√© a constante modela√ß√£o e consequente imbeciliza√ß√£o do roteiro. Por√©m, o longa-metragem, ainda que avaliado em 3.8 de 10 por mais de 25 mil usu√°rios do IMDb, √© claramente julgado de forma injusta pela maioria dos cr√≠ticos. Embora seja ligeiramente distinta de sua fonte, estamos falando da primeira adapta√ß√£o hollywoodiana de uma franquia de video games e um dos √≠cones da cultura cyberpunk mais cl√°ssicos de todos os tempos. Numa tentativa de provar que Super Mario Bros., o filme, √© um objeto bem melhor do que sua reputa√ß√£o atual, reunimos cinco bons motivos para que voc√™ n√£o troque de canal quando o vir durante a Sess√£o da Tarde e nem participe de peti√ß√Ķes para enterrar suas c√≥pias de DVD e VHS num deserto mexicano junto com os cartuchos de E.T. - The Extraterrestrian...

5. A estrutura do roteiro

Apesar de chegar ao ponto de ter sido reescrito numa base di√°ria em determinados per√≠odos da produ√ß√£o, o roteiro final, que apresentou mudan√ßas dr√°sticas quando comparado com sua primeira vers√£o — uma jornada m√°gica e colorida no Reino do Cogumelo, no melhor estilo O M√°gico de Oz —, n√£o foi completamente ruim. O abuso da liberdade criativa sobre algo que deveria ser a base de influ√™ncia — e n√£o somente uma inspira√ß√£o descompromissada — para tudo no que estavam trabalhando √© vencido pela estrutura do script, totalmente funcional dentro dos tr√™s atos intencionados. Uma cole√ß√£o de di√°logos memor√°veis, um punhado de piadas hilariantes ao l√©u e frases de efeito inesquec√≠veis s√£o alguns dos fatores que mais fazem o filme valer a pena.

4. Pioneiro na arte de adaptar

Por dar um novo tom ao que se tinha por natural nos jogos do baixinho bigodudo, o filme Super Mario Bros. n√£o √© o melhor representante de uma adapta√ß√£o de video game no cinema, mas uma coisa √© certa: ele foi o primeiro. Ap√≥s atingir as telonas em maio de 1993, deu origem a uma rea√ß√£o em cadeia quase peri√≥dica de adapta√ß√Ķes de games come√ßando por Double Dragon (1994), Street Fighter (1994), Mortal Kombat (1995), Mortal Kombat: Annihilation (1997) e at√© mesmo Wing Commander (1999). A arte de adaptar encorpou com Lara Croft: Tomb Raider (2001) e Resident Evil (2002). Por√©m, at√© mesmo sem essa associa√ß√£o, o longa tornou-se um marco cultural que fluentemente cumpriu sua fun√ß√£o de entreter e divertir.

3. Cen√°rios panor√Ęmicos

Os cen√°rios de Super Mario Bros. foram todos produzidos e finalizados de forma f√≠sica em loca√ß√Ķes gigantescas, com muito esmero e, sim, dedica√ß√£o aos f√£s. N√£o eram somente becos parcamente customizados, e sim, paisagens panor√Ęmicas repletas de cita√ß√Ķes a Bullet Bills, Thwomps, Hammer Bros., Boom Booms, Wigglers e at√© mesmo Snifits em placas de neon e figurantes caracter√≠sticos. H√° de se dizer que tal forma de dedica√ß√£o manual n√£o existe hoje em dia. Bob Hoskins e a impec√°vel constela√ß√£o da s√©tima arte que compunha o elenco (ver abaixo) deveriam se orgulhar por terem pisado em paragens t√£o fant√°sticas ao inv√©s de terem que se esfor√ßar para replicar aspectos como dimens√£o e profundidade ambiente dentro de uma salinha verde de CGI.

2. Um elenco estelar

Apesar de, em retrospecto, n√£o ter curtido muito suas experi√™ncias perante uma for√ßa administrativa de diretores de compet√™ncia contest√°vel, Bob Hoskins, astro de Uma Cilada para Roger Rabbit (1988), C√£o de Briga (2005) e Branca de Neve e o Ca√ßador (2012), parecia fant√°stico no papel de um encanador √≠talo-americano residente do Brooklyn. Sua qu√≠mica com John Leguizamo — O Peste (1997), Onde Mora a Esperan√ßa (2007), Era do Gelo (voz do Sid) — foi realmente fraternal. A bel√≠ssima, preenchedora de sonhos da inf√Ęncia Samantha Mathis — Psicopata Americano (2000), O Justiceiro (2004) — e o eternamente premiado Dennis Hopper — Apocalypse Now (1978), Veludo Azul (1986), Sem Destino (1969) — s√≥ adicionam mais e mais talento ao fort√≠ssimo elenco de Super Mario Bros.

1. √Č uma respeitosa homenagem

No in√≠cio dos anos '90, as probabilidades de um mundo alucinante de plantas carn√≠voras, canos e cogumelos se metamorfosear em um filme live-action completo de 104 minutos de dura√ß√£o eram muito escassas. Por se tratar de uma s√©rie de games de plataforma que vai sempre direto ao ponto — a jogabilidade — sem fazer muitos rodeios, s√≥ era poss√≠vel entender sobre o que acontecia nos jogos com a ajuda de publica√ß√Ķes. O filme Super Mario Bros. obteve grande √™xito em extrair os elementos mais evidentes e representativos da franquia de games e os reorganizar de forma sagaz e convincente o bastante para um p√ļblico aberto. Passa longe de ser um completo insulto aos f√£s — Dragon Ball Evolution, algu√©m? — e, pelo contr√°rio, apresenta uma realidade paralela da franquia que, acima de tudo, diverte. Com estes pontos em mente, torna-se ainda mais claro o agravo no julgamento cr√≠tico de Super Mario Bros. O problema √© que, para perceb√™-lo, √© preciso estar disposto a confiar nos fungos.
Algumas imagens pertencem ao Super Mario Bros. Movie Archive. Visite!
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4 coment√°rios:

luigiyoshim disse...

ainda n√£o gosto desse filme... jardim,lembre-se que os diretores do filme nunca tinham ouvido falar do jogo.se eles conhececem,talves fosse melhor... outra coisa, como disse richard edinson, os diretores do filme estavam mais interressados no visual do que no roteiro

Eduardo Jardim disse...

Eles alegadamente n√£o sabiam nada sobre os jogos, mas com certeza haviam pessoas na equipe de cenariza√ß√£o que tinha conhecimento mariop√©dico, por assim dizer. D√° s√≥ uma olhada em todas estas refer√™ncias, e voc√™ poder√° concordar comigo. Quanto √† hist√≥ria, realmente, n√£o ficou expl√≠cito nenhum elogio por parte da equipe al√©m do reconhecimento de que sua estrutura ficou otimamente distribu√≠da dentro da divis√£o de tr√™s atos — sem falar que, hist√≥ria vai, hist√≥ria vem, os di√°logos continuam sendo hil√°rios.

luigiyoshim disse...

seus argumentos são bons,jardim,mas eu prefiro os animês do mario e os desenhos da dic.dão mais fidelidade aos jogos...

Marcos Bitetti disse...

De fato, os cen√°rios s√£o memor√°veis. Apesar de que n√£o curti o tom escuro que foi dado a eles.

N√£o vamos nos enganar de que teve algo de bom nesse filme, no m√≠nimo pode-se dizer que das adapta√ß√Ķes ele "n√£o fede e n√£o cheira" j√° que ganha em muito de desse Dragon Ball do Street Fighter e do Tomb Raider.

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